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terça-feira, 28 de julho de 2009

Segunda Oração (não tão bem-sucedida como a primeira, mas...)


Deus, se está mesmo aí, por favor me impeça, de alguma maneira, de fazer este post. Acho que ele trará más consequências para este blog e todos envolvidos. Acabará tornando volátil as relações entre os colaboradores e uma polêmica será levantada como uma nuvem de fumaça que ofuscará as intenções queridas à princípio por seus idealizadores, incluindo o Grande Monte Pitão.

Perdoa a inconsequência de um dos colaboradores, Franco Larbelo, que fez ontem dois posts de caráter duvidoso e reacionário, fazendo afronta ao Senado e também, o Senhor, que tudo vê e tudo pode... (Nesse momento, todas as luzes da minha casa acendem e ouço uma voz, na verdade um misto de duas vozes, uma gravíssima e outra agudíssima, algo entre o Lá -2 e o Sol 9):
- Como ousa pedir a Mim uma prova de Minha existência? Não Devo nada a você nem a ninguém que habita esse planeta chamado Terra, o qual não Visito há uns 40 anos.
- Ehh... desculpa, é que... sei lá, achei que Você poderia ter ficado incomodado com a atitude do Larbelo, ele não sabe o que diz... é um drogado, um ex-cabeludo que não faz nada em casa a não ser jogar jogos violentos no videogame e ouvir Metalica, perdoa-me...
- Eu Sei tudo isso e não é novidade pra Mim nenhuma palavra do que disse, algo falado por alguém como esse Franco Larbelo não me atinge de maneira alguma. À propósito, foi até por algo bastante parecido que Vim para a Terra há 40 anos. Deixei Meu Cabelo crescer e Passei por Londres, onde uma banda que Ouvia chamada The Beatles havia lançado o disco Abbey Road, para o seu governo o último lançado por eles. Eu tinha uma Antipatia enorme pelos Rolling Stones, Tentei acabar com a banda em 68 mas eles continuaram, então Fiz com que o Mick Taylor saísse em 74 e nada, como eles eram realmente chatos Eu voltei e não Apareci mais.
- É, não deu muito certo... Eles continuam tocando até hoje.
- O quê?
- É Pô... Ninguém aguenta mais...
- E os Beatles?
- Bem, você sabe que o último disco foi o Abbey Road em 69, deve saber que acabaram...
- Sim, Eu sei. Mas eles não voltaram velhos, desanimados e cansados? Como o The Who, o Cream, ou o Led Zeppelin?
(À essa altura eu estava surpreso pelo conhecimento musical de Deus)
- Bem, não... George Harrison morreu em 2002...
- O quê? Meu Deus... George... Eu realmente Gostava dele, inclusive de sua carreira solo. Mas Eu ia ficar Mal Mesmo se algo acontecesse com o John...
- Ehh... Bem, Deus... Eu não sei como dizer isso, mas...
- O quê? Algo aconteceu com o John? Santa Maria Mãe de Deus, não diga que foi gripe suína, isso tudo é apenas uma piada, um mal-entendido na verdade... Eu e São Tomás estávamos...
- Não, não tem nada a ver com gripe suína, ele morreu em 80... Um "fã" o assassinou...
- Seus terráqueos facínoras! Por quê?! Por quê isso?! Qual o sentido de tal violência com um gênio do rock?! Qual?!
(Chorava desoladamente)
- Bem, se for ajudar... Dia nove do nove do nove vai ser lançado todo o catálogo dos Beatles em CD e remasterizado... Tudo bonitinho!
(Tentava ao máximo consolá-lo, até que ele já estava mais calmo)
- Não sei... Nada vai Substituí-lo, você sabe... Ele Significou algo... Não foi Alguém que fiz apenas para cumprir a cota mensal... Como Stevie Ray Vaughan ou Mark Knopfler... Ele era Alguém!
- Eu sei, eu sei... Se você quiser a gente ouve tudo junto... Vai ser legal. Já marquei com um amigo...
- Pode ser, pode ser...
- Você perdoa o Franco Larbelo?
- Perdoo sim, agora quem vai se ver comigo é esse tal de Mark David Chapman...

Fiquei completamente surpreso pela perspicácia de Deus, que já havia subido a ficha completa do cara que assassinou John Lennon. Fica aqui a moral da história: Deus consegue qualquer coisa, portanto, don't mess with this nigga!

P.S.: Esse post é uma homenagem aos 40 anos do Abbey Road, disco dos Beatles, à divindade, à longevidade dos Rolling Stones e na última linha a Quentin Tarantino, no filme Jackie Brown.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sonho No. 27

Só lembro a partir daqui, eu estava voltando meio apressado para uma espécie de shopping que tinha fechado há minutos (do qual eu tinha acabado de sair também), onde tinha esquecido uma pepsi em lata. Falei com o segurança que estava de saída e ele abriu a porta pra mim (será que sistema de segurança de shopping é tão simples assim? Chega alguém com uma chave e abre a porta, como eu faço com a gaveta do meu criadomudo? Enfim... o lance é que ele abriu a porta e eu entrei!), eu deveria me dirigir ao lado esquerdo da entrada (uma espécie de hall com um quiosque igual ao do Iguatemi mesmo, que dá para um corredor onde as pessoas transitam da C&A para as Lojas Americanas, ou viceversa). Só que... Ao invés daquela loja de animais onde todo mundo pára e fica achando linda a natureza em cárcere comercial, tinha um sofá e era neste sofá que estavam não apenas a minha pepsi, mas vários outros refrigerantes em lata que as pessoas tinham esquecido (?). Tinha duas pepsis no sofá mas pude pegar apenas uma pois a outra estava quente, me contentei com uma sukita, que estava tão fria quanto a pepsi que peguei, ou seja, não tanto. Após sair e agradecer percebo que o segurança me acompanha - ou eu o acompanho, o estranho é que ele se transforma em alguma pessoa que conheço na vida real, mas não se transforma do tipo filme de terror, se transforma apenas a ideia da pessoa, é como várias vezes que sonho com a minha irmã, ou minha avó, ou qualquer outra pessoa com a aparência diferente mas eu sei que a pessoa é aquela. É como se tivesse mudado a essência do segurança, a carcaça era a mesma, um cara forte, que teria muitas chances com a minha mãe. Essa parte é estranha, ele começa a fazer um caminho completamente inverossímil de volta pra casa (também não sei se era pra onde estávamos indo), pulávamos muros, atravessávamos caminhos íngremes, tudo que veríamos (acho que já vimos) num filme do Indiana Jones, menos aquela bola gigante surreal. Surreal foi o fim das latas de refrigerante, simplesmente desapareceram, ceased to be, eram agora um longo guarda-sol? Um estandarte? Bem, não lembro. Mas pára aí, eu acordei nessa hora.